A Terra inteira, iluminada de ponta a ponta

A Apollo 17 partiu num lançamento noturno, nas primeiras horas de 7 de dezembro de 1972, com destino à Lua. Cerca de cinco horas depois, a cerca de 29 400 quilómetros de distância, a tripulação olhou para trás e viu uma Terra totalmente iluminada.
Em missões anteriores, o alinhamento da Terra, da Lua e do Sol não tinha permitido uma imagem assim; o National Air and Space Museum, do Smithsonian, diz que a Apollo 17 foi a única missão lunar com essa possibilidade. Foi também a primeira vez que a trajetória de uma Apollo tornou possível fotografar a calote polar sul. «Ei, lá está a Antártida», disse Ron Evans. «Está tudo coberto de neve.»
A tripulação tirou uma série de fotografias com uma Hasselblad e uma objetiva de 80 mm, e a terceira, o fotograma 22727, tornou-se a que o mundo conhece. A NASA atribui-a à tripulação. Quem carregou no obturador ainda se discute: o Air and Space Museum indica Harrison Schmitt, enquanto o Apollo Flight Journal aponta Evans.
A NASA considera-a uma das fotografias da Terra mais conhecidas, e já foi chamada a fotografia mais reproduzida de sempre. Dois anos depois do primeiro Dia da Terra, o movimento ambientalista adotou-a como símbolo. Gene Cernan deu o resumo da própria tripulação: «Gostaríamos de confirmar, da tripulação da América, que o mundo é redondo.»
Sobre a obra
- Autoria
- A tripulação da Apollo 17: Eugene Cernan, Ronald Evans e Harrison Schmitt
- Data
- 1972
- Técnica
- Fotografia a cores, tirada com uma Hasselblad e uma objetiva de 80 mm
- Coleção
- NASA (AS17-148-22727)
Fontes
- The Blue Marble from Apollo 17 NASA Scientific Visualization Studio
- The Blue Marble (lighting) NASA Scientific Visualization Studio
- Apollo 17 Blue Marble NASA
- Apollo 17 Flight Journal: launch Apollo Flight Journal
- Apollo 17 Flight Journal: the Blue Marble Apollo Flight Journal
- Picturing Earth Smithsonian National Air and Space Museum
- Eugene A. Cernan NASA
- Ronald E. Evans (biography) NASA
- Harrison H. Schmitt (biography) NASA
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